Chocolate: é possível comer menos e sem dificuldades?

Confira algumas dicas

Segue a explicação e algumas dicas para tentar amenizar a situação.

Bom pessoal, falar sobre o chocolate não é tão simples, principalmente sobre os indivíduos que apresentam compulsão por doces. Algumas pessoas relatam sentir dores de cabeça, tristeza e irritação quando há falta de chocolate no dia a dia! Como podemos trabalhar essa situação? Não seria, simplesmente, falar para o paciente ou aluno que ele deva parar de comer doce! Isso envolve um comportamento alimentar e um lado psicológico muito forte. Existem discussões no aspecto bioquímico de que os componentes presentes no cacau refletem melhorias no bem estar. A dependência por chocolates pode estar ligada aos seus componentes. Para entendermos melhor como isso funciona devemos conhecer a sua composição.
O chocolate é composto de várias substâncias, dentre elas destacamos o triptofano, teobromina, cafeína e flavonoides.
Existem substâncias relacionadas ao prazer que são produzidas no nosso organismo. Um de seus percussores é o triptofano (componente do chocolate), nutriente presente no cacau, que estimula o organismo a produzir serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Muitas mulheres associam o chocolate à TPM (tensão pré-menstrual), porque além de ser doce, ele tem uma grande quantidade de triptofano. A serotonina, assim, ajuda a aliviar os sintomas da TPM e isso faz com que a associação seja feita.
A dopamina é outro neurotransmissor, mensageiro químico que está presente em uma parte do sistema nervoso chamado “circuito de recompensa”, que é um sistema do cérebro que coordena as atividades que envolvem o prazer. Graças ao “circuito de recompensa” o ser humano se sente satisfeito quando come, descansa ou faz sexo. A dopamina é um dos principais agentes desse sistema. Se uma ação qualquer provoca liberação de dopamina, você sente prazer. Nada mais óbvio, portanto, do que repetir a ação. Isso vale para o consumo de doces. Uma situação muito comum é apresentar ansiedade e para alivia-la o indivíduo procura fatores que geram prazer. Em vários casos, o doce entra como um dos fatores.
A presença de cacau em maiores quantidades (como os produtos contendo 70, 80, 85 %de cacau) oferece um benefício extra para a saúde. O cacau é rico em flavonoides que funcionam em nosso organismo como antioxidante, capaz de neutralizar os denominados radicais livres, considerados prejudiciais à saúde.
Agora, será que devo cortar o doce do meu dia a dia? E nos períodos mais críticos, como no período de TPM, também devo evitar? Isto vai depender dos seus objetivos. Caso você deseje perder gordura corporal, certamente, deverá ter um controle mais rigoroso, ou seja, além de comer pouco terá que fazer compensações! Para haver definição (“secar” a gordura do corpo) você deverá cortar qualquer tipo de doce! Se você é um indivíduo que treina várias horas por dia, comer algum doce não irá afetar seu peso. Para o indivíduo que pratica musculação e que faz dieta para ganhar massa muscular, comer doce causará, também, ganhos de gorduras!
Existem alguns fitoterápicos que podem nos auxiliar na compulsão pelo doce. O efeito é discreto, mas pode funcionar. Algumas terapias com psicólogos e/ou psiquiátricos são também utilizadas com muito sucesso. Utilizar medicamentos para melhorar uma condição emocional, refletindo assim em um menor consumo de doces, deverá ser avaliado com muita cautela pelo médico, pois poderá mascarar um processo momentâneo, que geralmente regride no futuro!
Alguns alimentos ricos em triptofano podem entrar na fase mais crítica (TPM): abacate, nozes, castanhas, brócolis e folhas verde-escuras. Como sugestão e auxílio, apresento abaixo uma receita fácil e eficiente. Espero que curtam, pois é bem gostosa!

Mousse de abacate com cacau e banana
Ingredientes:
¼ de abacate
1 banana prata pequena
1 colher (chá) de cacau em pó
1 pitada de canela em pó
¼ de xícara de água
1 colher (sopa) de mel
Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em taças e leve à geladeira.

Autor / Fonte:Prof. Magno Luiz de Miranda – Nutricionista Esportivo / Professor de Educação Física